São Paulo, junho de 2015 – Em maio de 2014, a recém-fundada Muma recebia a resposta positiva do Portomídia, incubadora de empresas focadas em Economia Criativa do parque tecnológico Porto Digital. Hoje, a startup vende peças de designers famosos como Karim Rashid, Natasha Schlobach e Bruno Faucz, e tem previsão de faturamento de R$ 1,5 milhão este ano.
Fundada por Matheus Ximenes Pinho, que já tinha experiência em comércio eletrônico no brechó virtual Enjoei, a empresa ficou dois anos em planejamento até ser oficialmente lançada. Graduado em arquitetura, Pinho procurou na incubadora do Portomídia ajuda em questões relacionadas ao empreendedorismo e à gestão de empresas. "A participação em workshops, cursos e consultorias foi essencial para a Muma", explica o empresário.
A empresa, com sede em Recife, é gerida por três sócios e conta com mais seis funcionários. "Só não estamos residentes no Porto Digital porque precisamos de espaço para estocar peças de showroom, que recebem a visita de clientes em potencial", conta Ximenes Pinho. A curadoria das peças é feita de duas formas: a equipe da Muma pode prospectar designers ou os próprios artistas muita vezes procuram o e-commerce.
Já os compradores estão concentrados nos maiores centros do Brasil. "Vendemos para São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, mas também temos consciência que há demanda do interior do país, onde não existem lojas que vendem peças de design assinado", comenta Matheus Ximenes Pinho.
Para aumentar a visibilidade da empresa e fechar parcerias, os sócios buscam referências internacionais. Pinho, por exemplo, esteve no Salone Del Mobile de Milano, mais importante feira do segmento. "Fomos conhecer tendências e ver como as outras lojas estão trabalhando seu marketing", conta o arquiteto. A viagem foi fomentada pelo programa de incubação do Portomídia.
Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, comenta o empreendedorismo em Economia Criativa e o sucesso da Muma. "O Portomídia apoia empresas que inovam na indústria criativa, como a Muma. O e-commerce populariza móveis de designers, incentivando toda uma cadeia de pessoas que pensam e realizam a arte decorativa".
Sobre o Porto Digital
O Porto Digital é um dos pilares da nova economia do Estado de Pernambuco, com 200 empresas que faturaram uma média de R$ 1 bilhão (2010) e empregam mais de 6.500 pessoas. Sua atuação se dá em atividades altamente intensivas em conhecime nto e inovação, que são software e serviços de tecnologias da informação e comunicação e economia criativa, em especial os segmentos de games, multimídia, cine-vídeo-animação, música, design e fotografia, além de propaganda e publicidade.
Considerado uma referência na implementação do modelo da ‘triple helix’, o Porto Digital é fruto de uma ação coordenada entre empresas, governo e academia, que resultou, após 10 anos de sua fundação (2000), num dos principais ambientes de inovação do País.