Para quem foi até Recife para conferir o evento gratuito, reunimos aqui cinco dicas para não ficar para trás:
Dica 1 – Evite o "efeito ostra": reconheça seus pontos fortes e fracos
Segundo Marcos Oliveira, é comum que o empreendedor ache sua ideia tão brilhante que se feche em si mesmo, não aceitando conselhos e não avaliando situações. Para isso, o truque é fazer autoavaliações, percebendo seus pontos fortes e fracos. "Procurar mentores profissionais ou conversar com empreendedores mais experientes ajuda muito quem está começando a desenvolver um projeto", explica o coordenador das incubadoras CAIS do Porto e Portomídia.
Dica 2 – Procure incubadoras e aceleradoras
As instituições ideais para dar uma força para quem quer desenvolver sua startup são incubadoras ou aceleradoras. Aí é importante destacar as diferenças entre as duas.
Incubadoras estão orientadas para negócios de diferentes segmentos, perfis de crescimento e estágios de maturidade do negócio, da ideia a negócios com comercialização em fase inicial, por exemplo. O foco das incubadoras é o desenvolvimento dos empreendedores para que tenham maiores chances de sucesso no mercado. Normalmente estão ligadas a organizações de fomento e universidades e investem recursos nas empresas na forma de serviços, infraestrutura, capacitação e consultorias sem a exigência de participação societária na empresa incubada. O processo de incubação pode levar de 18 a 36 meses em média.
Já as aceleradoras geralmente buscam negócios com perfil de crescimento alto e rápido e em estágios de maturidade mais avançados, como modelos de negócios validados ou com produtos apresentando alguma tração (número de clientes e ou de usuários). Aportam capital semente, necessário para a sobrevivência da empresa durante a realização do processo de aceleração, que pode variar de 3 a 6 meses. Normalmente estão ligadas a grupos de investimento e o foco é preparar a empresa para novas rodadas de investimento ou aquisição por outros grupos de investimento. Em troca do capital semente, as aceleradoras se tornam sócias da empresa e o percentual de participação varia de aceleradora para aceleradora conforme o valor investido e o estágio de maturidade do negócio. "Muitos dos negócios que têm apresentado bons desempenhos em processos de aceleração, passaram antes por processos de incubação", explica Marcos Oliveira.
Dica 3 – Para conseguir investidores, um bom pitch é essencial
Quase todos os meses empresas especializadas e grupos de investidores fazem eventos onde startups fazem um pitch, apresentação oral da sua ideia de negócio, produto ou empresa. Jennifer Payne destaca que uma boa apresentação é a chave para atrair investimentos. "Evite mostrar nervosismo!", diz Jennifer, "corrija sua postura, respire pausadamente e faça posturas expansivas, além de praticar power poses, mostrando uma linguagem corporal positiva". Para o conteúdo da apresentação em si, a empreendedora indica treinar o mesmo pitch com várias durações de tempo, sem ter que passar 12 slides para explicar qual a ideia, deixando que a plateia se distraia.
Dica 4 – Não pense que você já sabe tudo sobre o cliente
O empreendedor Mauricio Carvalho avisa: "é fundamental para uma startup investir tempo conhecendo seu mercado". Esse estudo é muito importante para oferecer soluções que tenham público certo e resolvam problemas de clientes, pelo menos de um número significativo deles. "Embora isso seja óbvio, sempre relembramos esse ponto em consultorias, pois muitas vezes a inovação pode não ser acessível".
Dica 5 – Contrate profissionais com perfis diferenciados
Via de regra as startups são formadas por pessoas com experiência profissional e formação muito parecidas. Para a parte de desenvolvimento do produto, esse pode ser o cenário ideal, mas para uma boa gestão é preciso diversificar competências. "A condução da startup precisa de bons profissionais em áreas como marketing e vendas, gestão de pessoas ou finanças", destaca Carvalho. Outra vantagem de ter integrantes de setores diferentes é incentivar uma cultura organizacional crítica, que possibilite a desconstrução criativa.
Sobre o Porto Digital
O Porto Digital é um dos pilares da nova economia do Estado de Pernambuco, com 200 empresas que faturaram uma média de R$ 1 bilhão (2010) e empregam mais de 6.500 pessoas. Sua atuação se dá em atividades altamente intensivas em conhecime nto e inovação, que são software e serviços de tecnologias da informação e comunicação e economia criativa, em especial os segmentos de games, multimídia, cine-vídeo-animação, música, design e fotografia, além de propaganda e publicidade.
Considerado uma referência na implementação do modelo da ‘triple helix’, o Porto Digital é fruto de uma ação coordenada entre empresas, governo e academia, que resultou, após 10 anos de sua fundação (2000), num dos principais ambientes de inovação do País.